17 de nov. de 2018

Café carioca na cidade do Porto - Portugal

E lá estávamos nós, após o nosso pic nic na Praça de Lisboa. Enfim na metade da viagem à Europa, eu havia conseguido usar a tolha de pic nic - a que eu tinha levado com o objetivo de comer no gramado próximo a Torre Eiffel. Não deu por conta da chuva...

Depois dessa foto, um policial pediu pra gente sentar em outro local!!
Mas o post é sobre o espresso que tomei depois do pic nic que acabou acontecendo no Porto. Foi assim: após a visita a Livraria Lello & Irmão, fomos até um bar próximo e compramos nosso almoço que acabou acontecendo no gramado da Praça de Lisboa ali do ladinho da Torre dos Clérigos. 

Foi muito significativo... isto porque o pai gostou muito do lugar, pois tem muitas oliveiras ali plantadas. Já o Alexandre, achou o lugar magnífico porque abaixo de nós tinha uma galeria, as linhas retas do lugar e tals, o uso diferente dado ao conjunto. E eu, bom... eu gostei porque estava em Portugal mesmo!! Estava tentando absorver toda a informação possível e estava gostando de tudo!!

Essa imagem tirei da internet e mostra o café existente na praça.
 De quebra, a sombra da Torre dos clérigos!!

Vamos ao espresso: o garçon ao ver que éramos brasileiros ofereceu o"café carioca". Eu respondi que gostaria de um espresso forte mesmo. O que eu conhecia como Carioca - o espresso mais fraco, se acrescenta um pouco de água após a prensa.

Eu e o pai na parte de baixo da Praça. Atravessando a rua, fica a Lello & Irmão.
Ele disse que não era assim que serviam, mas que era um café tirado com uma lasca de limão taiti - e considero agora, que por seu frescor, seja denominado de "café carioca" lá para as bandas de Porto. Mais uma aprendizado da viagem!!

O lugar é tão gostoso que ficamos de papo um bom tempo por ali...
Fato é que até hoje, passados dois anos do nossa viagem, eu de vez em vez, tomo um café aqui em casa - espresso ou não, com uma lasquinha de limão. Delícia que me remete àquela charmosa praça!




22 de out. de 2018

COMPARTILHANDO SABERES - O Estágio Supervisionado do Curso Técnico em Hospedagem MEDIOTEC/ PRONATEC

O Curso de Hospedagem ofertado pelo CEDUP-JL a partir de Agosto de 2017 foi uma parceria realizada entre a Secretaria Estadual de Educação e o Governo Federal por meio do Programa MEDIOTEC/PRONATEC.

Após um ano de aulas teóricas, os alunos estão passando por 80 horas de atividades práticas em meios de hospedagem da Grande Florianópolis. Essas atividades é que irão constituir por fim todo o conjunto de saberes do educando ao término do curso.

Ao compartilhar dos seus saberes , o hotel parceiro do CEDUP – JL está contribuindo para a formação de jovens que em futuro breve poderão estar inseridos no mercado de trabalho. São empresas concedentes do Estágio Supervisionado que em dado momento perceberam a necessidade da escola e abriram as vagas de estágio. Não obstante, designaram supervisores na empresa para acompanhar o desempenho dos alunos juntamente com a supervisora responsável na escola.

São empresas parceiras do CEDUP – JL os seguintes meios de hospedagem.

            Em Florianópolis:
§  Oscar Hotel
§  Hotel Cambirela
§  Hotel Maria do Mar
§  Hotel Costa Norte Ingleses
§  Hotel Costa Norte Ponta das Canas
§  Floripa Hi Hostel
§  Slaviero Executive Trindade
§  Faial Prime Suíte

Em Palhoça:
§  Slaviero Executive Via Catarina

            Em São José:
§  Hotel Lunes
§  Hotel Kenney Executive

Os 28 (vinte e oito) alunos que atualmente estão em período de Estágio Supervisionado deverão elaborar um Relatório de Estágio que será apresentado em data a ser definida. Essa apresentação objetiva novamente compartilhar as experiências individuais para o grupo, enriquecendo potencialmente o estágio possibilitando a troca de conhecimentos entre os alunos.

Embora não seja tarefa fácil operacionalizar o estágio, pois há que se realizar contatos (e mantê-los), organizar horários de visitas para a supervisão, distribuir os documentos de estágio - a princípio um Acordo de Cooperação Técnica e um Termo de Compromisso - mas também o seguro obrigatório, a folha ponto e finalmente a ficha de avaliação; é muito gratificante observar in loco o desempenho de cada aluno.

É um momento ímpar ouvir o reconhecimento dos gestores de hotéis referentes ao compromisso de um aluno ou de sua postura frente aos novos desafios, assim como saber da possibilidade de contratação logo a conclusão do curso.

Por isso, a resolução em compartilhar com a comunidade do CEDUP – JL mais este saber. Afinal também há aprendizado na prática docente. Há a construção de um saber no dia a dia do professor e na supervisão de estágios. E essa construção vai além da sala de aula estando presente em cada visita, em cada conversa com o gestor, em cada registro fotográfico, como se pode observar a seguir.


Obs.: originalmente o texto foi publicado no blog do CEDUP - JL



Aluno Eduardo durante atividade de estágio no Hotel Kennedy Executive.

Alunos Maurício e Eduardo com o gestor Jefferson Carminatti no Faial Prime Suítes.

Com a aluna Karolyni no Hotel Kennedy Executive.

A aluna Polyanna, eu e o Vinícius, gestor do hotel.

Alunas amanda e Liriel durante estágio no Hotel Cambirela.


15 de set. de 2018

MINHAS NOTAS DA PALESTRA “AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO PROFISSONAL E TECNOLÓGICA NA AMÉRICA LATINA – as relações entre o local e o global”.



Palestrante: Dr. Adriano Larentes[1] (IFSC Campus Chapecó)
Em 13.09

1.       Surgimento da educação profissional no Brasil, Uruguai e Equador;

2.       Espaços que se especializaram em perder (América Latina, África) e outros que se especializaram em ganhar (Europa, EUA);

3.       A EPT no México – rede de ensino;

4.       O BID e as escolas comunitárias (o caso do Campus Continente – Unisul explorava e passou para a rede federal, idem Campus Xanxerê e Jaraguá do Sul)

5.       Expansão da rede federal no Brasil e em outros países com a ajuda do BID – interesse capitalista = mão de obra especializada visando maior produtividade.

6.       Não há neutralidade em qualquer nível de ensino;

7.       Ensino (técnico profissional) dual alemão – parceria escola e fabrica. 70% da carga horária na escola e 30% na empresa. Muito voltado ao setor produtivo. Experiência brasileira – FIESC;

8.       O ensino técnico na AL – semelhanças e dificuldades. Estruturar materialmente é fácil. O grande problema é o capital humano, isto é, o docente. A formação de formadores que possuam além da técnica a dimensão pedagógica;

9.       Escola para todos – pedagogia por competências? Realidades empobrecidas com o Sistema S – “tropicaliza” ações  e é muito voltado ao setor produtivo. Precariza o trabalho docente, fragmentando-o;

10.   Trabalho em rede – OIT/Cintefor, Reduca e outras redes em países latinoamericanos. Consórcio de informações;


11.   No ensino técnico profissional há que se lembrar que é um ensino com dimensão andragógica. Ver Paulo Freire.


Para saber mais:



Prof. Carla Lopes


[1] Pós-doutor em Educação pela Universidade Nacional Autônoma do México e em Políticas Públicas e Formação Humana pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Doutor em História pela Universidade Federal de Santa Catarina e professor do Instituto Federal de Educação de Santa Catarina, Campus Chapecó. Entre suas áreas de atuação como docente e pesquisador estão o Currículo Integrado, a Educação de Jovens e Adultos, a Educação Profissional e as Políticas Públicas. É professor do mestrado PROFEPT/IFSC, líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Currículo Integrado do IFSC e membro do Grupo THESE - Projetos Integrados de Pesquisa em Trabalho, História, Educação e Saúde da UFF/UERJ/FIOCRUZ.

8 de set. de 2018

Aula 6: Teoria do capital humano e Pedagogia das Competências


Esse mês o prof. Marival Coan, docente do IFSC no Campus Florianópolis se aposentou. Foi meu professor de "Educação e Trabalho" na Especialização em ETP que finalizei em 2017. Abaixo uma das atividades que fizemos para suas aulas. Um forma de eu homenageá-lo.

PROF. MARIVAL COAN                                      ALUNA: CARLA LOPES

Aula 6: Teoria do capital humano e Pedagogia das Competências

     A Teoria do capital humano e a pedagogia das competências podem ser consideradas como ideológicas? Justifique sua resposta a partir das reflexões realizadas no primeiro e segundo encontro.

Acredito que sim. A primeira de acordo com um projeto de competetiividade no mundo capitalista onde “quem sabe mais pode ganhar mais”. E no segundo para “moldar” o trabalhador segundo as necessidades do mercado do trabalho.

Explico melhor: embora ainda com uma leitura pouca sobre o capital humano, entendo que o conceito de capital se ampliou para abarcar o ser humano como um indivíduo do saber. Então se eu sei mais, tenho mais responsabilidade e consequentemente um maior cargo e assim tenho também um melhor salário. Sendo até mesmo possível, me aventurar no mundo dos negócios abrindo meu próprio empreendimento. Isto é, sendo um empreendedor. Mas não é de hoje, que se sabe que um “canudo” na mão não é significado de sucesso profissional ou de muitos ganhos ao fim do mês.

Aí está mais um conceito o do CHA – conhecimento + habilidade + atitude. Esse é o conjunto de atributos que o trabalhador precisa ter, de acordo com sua área de especialidade, para chegar a um pretendido sucesso, de acordo com o currículo por competências.

Minhas perguntas:


1.       O que significa a hierarquização do saber representada de forma horizontar e não mais vertical? 
2.    O texto afirma que o currículo por competências  ”implica em deixar de fazer a separação entre o saber e o fazer-saber para centrar o esforço em resultados de aprendizagem nos quais se atinge uma integração entre ambos.” Isso é ruim? Como se dá?



27 de mai. de 2018

UMA BREVE HISTÓRIA SOBRE O CRISTIANISMO - PARTE 1

Fiz algumas anotações sobre as passagens mais curiosas do livro de Geoffrey Blainey, "Uma breve História do Cristianismo". Como é muita coisa... realmente tenho aprendido muito com esse livro, dividi em Parte 1 e Parte 2. Eis abaixo, a primeira parte:

  • O aparecimento de estreles no céu anunciava acontecimentos importantes. Uma estrela extraordinariamente brilhante poderia ser o sinal do nascimento de um faraó ou do fundador de uma religião. Assim os sábios do oriente, seguiram a estrela na intuito de conhecer o que a estrela revelaria.
  • Os primeiros cristãos não comemoravam o Natal. Simbolicamente a Ressurreição era mais importante. 
  • Como Constantino não gostava de Roma, decidiu construir uma nova Roma. Para isso escolheu Bizâncio, que passou a se chamar Constantinopla e seria a nova capital do Império Romano. Atualmente, Constantinopla  chama-se Istambul.
  • Constantino também decretou, em 321, que o domingo deveria ser reconhecido como um dia especial. Deveria ser um dia de descanso.
  • Ravena é uma cidade italiana onde a visão ariana permanece, sobrevive. Não é tão turística quanto Veneza e Florença, porque grande parte de suas obras de arte foram destruídas. Porém, guarda ainda mosaicos maravilhosos criados nos tempos áureos dos romanos, dos bizantinos e sobretudo, dos arianos.
Mosaico citado na obra e que está localizado em Ravena, Itália.
  • Foi na Irlanda que ordens de monges, como os beneditinos, encontraram bons locais para seus mosteiros. Lá, eles passaram a adorar a cruz celta, desenhada por eles e que guarda uma certa semelhança com a cruz copta.
obs.: fui pesquisar e a cruz copta é a cruz dos cristãos do Egito.


Cruz copta

Cruz celta
  • O Norte da África, não possuía um lugar sagrado (cristão), como Roma, mas produziu mentes capazes de discutir o que realmente significava "sagrado." O cristianismo florescia na região costeira, porém cedeu ao Islamismo, por meio dos exércitos muçulmanos por volta de 675.
  • A basílica de Santa Sofia foi dedicada à Sagrada Sabedoria de Deus. 

Santa Sofia, a basílica da Turquia.
  • Os mosteiros dos cistercienses eram o que hoje podemos chamar de turismo de experiência. Atraíam uma espécie de turista que ficava 3 ou 4 dias hospedado no mosteiro e podia ajudar na lida, como carregar a colheita ou podar as árvores. Havia uma calorosa recepção, mas esta poderia esfriar, caso o turista não se ocupasse de algo útil durante sua estada.
  • A veneração a Virgem Maria cresceu muito no século 12, quando a oração da "Ave Maria" se tornou popular. Na Europa formou-se o hábito das igrejas soarem os sinos 3 vezes ao dia - manhã, tarde e noite, para lembrar os fiéis de rezarem a Ave Maria. Esse hábito levou ao uso do rosário.
  • Sobre a arte dos vitrais: entre 1203 e 1240 a catedral de Chartres recebeu vitrais nas suas 176 janelas.
Catedral de Chartres, a 90 km de Paris.

19 de fev. de 2018

Sobre viajar, pesquisar e... deixar passar!

Uma viagem sempre é um momento de aprendizado. Antes, durante e depois. Para mim, não há como se fazer uma viagem, por mais simples que seja, sem o mínimo de planejamento - o que requer pesquisa, leitura, conhecimentos prévios.

Pois bem. Quando fomos para a Europa - meu pai, meu irmão e eu, planejei muito! Pesquisei em sites e livros. Em blogs e guias de viagem. Claro, que resolvi fazer do meu jeito e dos meus companheiros de viagem. Em certo momento cheguei a conclusão de não falar muito a respeito da viagem com outras pessoas no "antes", pois as opiniões são muitas e variadas a respeito dos destinos.

Como li e reli algumas coisas, cheguei até a desistir de ver... e de seguir aprofundando conhecimentos, para poder experimentar do "elemento surpresa" durante a viagem. Para não perder um pouco da graça, certo?

Isto porque, fato é, que a gente faz uma verdadeira viagem, antes da viagem!

Tudo isso pra dizer que "passou batido" um atrativo de Paris. Sim, numa dada praça havia uma árvore centenária e que nem tomei conhecimento na época. Nem antes e nem durante a visita a Paris. Só vim a saber dela, por acaso, esses dias.... Novamente estava eu pesquisando algo sobre Paris ou um filme, nem lembro direito e me dei com essa informação:

A ÁRVORE MAIS ANTIGA DE PARIS. Ou, como me chamou a atenção: a árvore de muletas! Eis a  foto da dita cuja:

A Robínia (pseudo-acácia)
Sobre a árvore: é uma acácia, uma árvore mítica para os celtas e tals. Esse exemplar foi plantado em 1601, portanto, digno de visitar.

Acontece que "virou, mexeu", nós passamos por esta praça onde fica a tal árvore. Mas nem tomamos conhecimento dela porque andando por Paris estávamos sem guia, sem tablet... e quase não falávamos com ninguém.

A tal praça é essa da foto abaixo e quando vi nos blogs, lembrei que sim, tiramos fotos ali. Pensei imediatamente: será que a árvore celta aparece em alguma foto nossa? Assim posso me redimir!!

 René Viviani - a praça

Voltando a Paris.... no nosso terceiro dia lá, estava no meu roteiro ir a Shakespeare & Co, a livraria, e andar por ali, afinal é uma parte de Paris medieval. Também passar pela Sourbonne... etc. Inclusive aconteceu o elemento surpresa nesse dia, pois não esperava ir na Fonte dos Médicis no Jardin de Luxemburgo ... e nem passar na frente do Cine Ódeon.

Mas enfim. Como estávamos vindo da Ille de France, atrevessamos a Pon au Double e entramos na praça. Tem foto minha sim, mas do outro lado!! Com a Catedral de Notre Dame, afinal o atrativo maior dessa região.


Foto by Carlos Alexandre.

A Square Viviani é uma gracinha! Super arrumada, com espaços de gramado, muita flor  -  como dá pra ver nessas duas fotos.
O pai e o Alexandre a Igreja ao fundo e a bendita acácia!!
Então, fui procurar nas fotos e achei três fotos da praça. E como se percebe, nessa foto acima, a árvore mais antiga da cidade. Era maio de 2016, primavera na Europa e a árvore estava com muitas folhas verdes, bem claras.  Aproximando a imagem dá para ver melhor...




Então, minha dica é: indo a Paris visite essa região, vá na praça - que tem vestígios da reforma da Notre Dame (as pedras da praça eram da Igreja), e faça como os celtas reverencie a árvore.

Por fim, acabei criando uma história de viagem! Espero ter me redimido com a árvore...

13 de fev. de 2018

A educação profissional e o professor: fazeres e saberes necessários


RESENHA



SOARES, Ademilson de Souza. A educação profissional e o professor: fazeres e saberes necessários. Centro Universitário de Belo Horizonte - UNI, BH.



1. RESUMO DA OBRA


1.1. Introdução ao tema

O texto mostra claramente um panorama da educação profissional no Brasil, transitando por ideias-chaves, tais como:

§  Contexto da globalização – interferência no mundo do trabalho;
§  Escolas orientadas para a vida ativa X escolas orientadas para o prosseguimento dos estudos;
§  Aproximação entre os conceitos de prazer, trabalho e estudo;
§  Visão da escola técnica-profissionalizante.

O professor da educação profissional poderá se situar dos elementos históricos da educação profissional no Brasil assim como dos dilemas e crises típicos do trabalho com cursos técnicos e profissionalizantes.

Para facilitar a apropriação das ideias, o resumo ficou estruturado em quatro partes, tal qual o texto original.


1.2. Resumo

Um panorama geral da educação profissional

Tanto no Brasil como no mundo, a educação profissional iniciou-se no século XX a partir das mudanças das relações de trabalho e das mudanças tecnológicas.

Sua concepção, tradicionalmente, foi atingir as camadas operárias, isto é, os filhos de subalternos, empregados.

Mas o fato é que a educação profissional pode levar o trabalhador a se cidadão de seu país e do mundo, segundo o autor citado, Oliveira (2007), por meio de uma ação crítica e reflexiva da educação de qualidade.

Mais tarde, aparece um novo conceito, o do “ócio criativo” propagado, em especial, por Domenico de Masi. Este conceito traz em seu bojo mudanças no oferecimento do trabalho, sendo que o mundo pós-industrial exige aptidões mais intelectuais do que físicas.

A chamada flexibilização do trabalho já ocorre, mas ainda não plenamente nos aspectos de satisfação de necessidades como convivência, amizade, beleza, diversão e introspecção.



A educação profissional no Brasil

Até o final do século XIX, trabalhar significava “pegar no pesado” e ir para a escola, coisa de gente rica. Esses valores prejudicaram e muito a relação trabalho e educação. Os reflexos disso se observam até os dias de hoje.

A educação profissional passou por vários momentos, culminando no que temos hoje com a atual LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Na década de 1930, houve reformas na área da educação, pois o Brasil atingia uma fase de industrialização. Já na década de 1940 as Leis Orgânicas criaram o que hoje conhecemos como “sistema S”.

No período ditatorial brasileiro o ensino profissionalizante foi obrigatório, e houve avanços, já que a geração do debate culminou mais tarde, nos fins da década de 1990,  na atual LDB, que preconiza a conjunção entre ser cidadão e se inserir no ensino superior.


O professor da educação profissional

O professor da educação profissional (também) aprende muito com sua prática pedagógica, sua ação diária.

Esse professor não foi formado para exercer esta atividade. Se faz, é por amor. E amor não somente ao contato com o ambiente escolar, ao ensino, mas também a sua categoria profissional.

O professor do ensino técnico-profissionalizante é um trabalhador, acima de tudo. Ele trabalha na área em que ensina. Leva para a sala de aula seu cotidiano.


Fazeres e saberes necessários à educação profissional

Ideias-chave sobre “o fazer” e “o saber” do professor do ensino técnico-profissionalizante:

§  Paulo Freire em sua pedagogia da autonomia, afirmou que o professor se torna o que é, a partir da sua relação com os alunos;
§  O professor aprende ao ensinar;
§  Ensinar não é transferir conhecimento, segundo Paulo Freire;
§  Existe um trabalho manual envolvido no processo ensino-aprendizagem técnico;
§  O professor do ensino técnico vive um dilema entre o trabalho manual e o trabalho intelectual.




1.3. Conclusões da autoria

São três as conclusões do autor, sobre o texto, baseando-se na pedagogia da autonomia de Paulo Freire, a saber:


§  Ensinar é inerente ao ser humano;
§  O ensino de uma profissão exige algo além da simples transferência do conhecimento;
§  A relação aluno e professor , assim como ensino e aprendizagem, só existe se o outro existir.



2. CRÍTICA DO RESENHISTA

Interessante conhecer a história da relação entre trabalho e escola, em especial as diversas possibilidades das escolas profissionalizantes, tais como “as de artes e ofícios”, as “escolas de comércio” e as “polivalentes”.


Na abordagem realizada pelo autor sobre o ócio criativo e como ele se desenvolve atualmente....

É de se destacar a visão já em 1930 de Fidélis Reis sobre a importância econômica do ensino. Ele criticava, o governo de Minas Gerais sobre os poucos investimentos no ensino mais prático, mais técnico, que poderia nortear um crescimento econômico. Defendia inclusive, a criação de uma Universidade Técnica.


Originalmente esta resenha foi apresentada por mim na disciplina de "Concepções Atuais da Educação Profissional" durante o Curso de Complementação Pedagógica realizado na Faculdade AVANTIS em 2011.