10 de jul. de 2015

PALESTRA SOBRE RELACIONAMENTO PROFESSOR E ALUNO: CONQUISTANDO SEU ALUNO

Hoje resolvi postar minhas anotações de uma palestra proferida pelo Prof. Alan Sant'Ana na Faculdade Metropolitana de Curitiba - FAMEC em 2005. Li e reli. Verifiquei que continua atual. Na verdade algumas situações que vivenciei no ensino particular, nas instituições de ensino superior, agora voltam à tona, no ensino público. Não é o caso de detalhar essas situações, mas a reflexão fica.

Eis as anotações do jeito que estão no manuscrito:


  • O tempo como recurso do professor deve ser democrático e flexível;
  • Para ser diferente, em suas técnicas pedagógicas, o professor precisa de energia e de coragem;
  • O marketing pessoal é uma ferramenta desejável. O aluno pode admirar o professor;
  • Conquistar a credibilidade do aluno;
  • Participação do alno - fazer falar;
  • esclarecer o papel do professor
  • Respeito - bilateral
  • Ter interesse pelo alunos - conversar com ele
  • Contato físico - a importância do aperto de mão;
  • Usar o humor, sem fazer piadas;
  • Eventualmente, fugir do conteúdo;
  • Gostar do seu público;
  • Contar histórias;
  • Gentileza ao pedir e firmeza ao cobrar;
  • Controle do estresse do professor.

1 de jun. de 2015

Hoje é dia de Couve de Bruxelas

Hoje meu filho João Fernando vai experimentar no almoço a tão famosa couve de Bruxelas. Uau!!

Isto porque lembrei de pedir ao Marcelo (ele foi para Curitiba no sábado) que passasse pelo Mercado Municipal e fizesse umas comprinhas especiais. Encomendei a couve de Bruxelas porque é algo que o João ainda não experimentou.





Como vou fazer? Primeiro no vapor e depois puxada na manteiga. E além de gostosa faz super bem para a saúde: auxilia no bom funcionamento do sistema cardiovascular e combate o colesterol. Alguns dos benefícios...

Mas o bacana mesmo é poder apresentar para meu filho um novo alimento. Uma nova possibilidade. Um novo sabor. Só espero que ele goste!!

22 de mai. de 2015

Análise do filme "Além da sala de aula."

Durante o curso de Dificuldades de Aprendizagem que está ocorrendo no Campus do IFSC em Jaraguá do Sul (no qual sou suporte pedagógico da prof. Claudia Basso) assisti ao filme "Além da sala de aula".

A sinopse que peguei (veja a seguir) no AdoroCinema é simplista ao dizer que "uma professora de primeira viagem com 24 anos de idade supera seus medos e preconceitos iniciais em lecionar para crianças de rua em uma sala de aula improvisada em um abrigo, fazendo grande diferença na vida delas."


Capa do filme

O filme foi muito mais do que isso. Mostrou a realidade enfrentada por muitos professores, ora mais, ora menos cruel. Mostrou que alunos - crianças ou não, são sujeitos e precisam ser entendidos como um todo. Mostrou que temos sim muitos rótulos a desmistificar na educação e muitos desafios tanto profissionais quanto pessoais. Nossos alunos nos ajudam nisso diariamente, porque sempre é tempo de aprender e eu aprendi com este filme.

A proposta de análise do material foi de se verificar quais os fatores que facilitaram o processo ensino aprendizagem e os que dificultaram. Analisar também se o filme apresentava algum rótulo e qual. E por último, quais as intervenções que deram certo e as que não.

Minhas anotações são as seguir:

1. Fatores que facilitaram o processo ensino aprendizagem

- escola = lugar seguro?
- família = porto seguro
- políticas públicas = responsbilidade
- colaboração/integração da comunidade
- afetividade = ambiente saudável

2. Fatores que dificultaram  o processo ensino aprendizagem

- violência doméstica
- gravidez na adolescência
- plano pedagógico estruturado
- políticas públicas = falta de vontade política
- estrutura da "escola"
- nível social
- clima competitivo

3. Quais rótulos existentes?

Bruxa, palerma, pobre, infância terrível

4. Quais as intervenções que deram certo?

- auxiliar de turma/aluno líder
- aula de artes
- trabalho sobre respeito
- envolvimento dos pais
- ensino de música
- feira de ciências


5. Quais as intervenções que foram mal sucedidas?

Pra mim não houve, porém, depois ao conversar com a prof. Claudia, ela me alertou para o fato de que a professora na história levou a aluna Maria para sua casa. Não que tenha sido uma intervenção mal sucedida, mas talvez, uma intervenção menos adequada. No momento do filme, talvez pela emoção, percebi pouco isso. Mas agora fica a pergunta: até que ponto eu iria, ainda mais sem consultar o meu marido?


12 de abr. de 2015

VOLVO RACER - ITAJAÍ STOPOVER (2015)

Parada estratégica em Itajaí para reparos dos barcos que estão participando da volvo Racer 2015

Conseguimos chegar ainda dia e ver um pouco do trabalho das equipes.

Este é o barco de uma equipe formada somente por mulheres.

Meus meninos na frente do barco rosa. Aquele da equipe feminina.

Quase não acreditei no tamanho do caminhão. Fomos praticamente "obrigados" a tomar um chopp.

21 de fev. de 2015

TURISMO MAIS QUE RESPONSÁVEL



Este artigo eu escrevi originalmente para o Portal Gestour em 2002. Achei conveniente postar aqui, considerando o fim da temporada de turismo em SC e todas as pesquisas decorrentes a ela: satisfação dos turistas, ocupação hoteleira, perfil dos profissionais que trabalham o setor, etc. Quando li novamente observei que está atual...

Turismo mais que responsável

Muito tem se falado no fenômeno turístico. São investidores e empresários com espírito aventureiro que de uma forma ou de outra acabam se envolvendo com a atividade, são milhares de estudantes nas centenas de faculdades brasileiras, são os profissionais dos múltiplos segmentos da economia que se beneficiam com o turismo direta ou indiretamente.

O turismo está na moda. Passou o “boom”, mas continua em voga. Agora num momento mais calmo, consolidando suas práticas. A época agora é da “pós”. Surgem a cada dia um curso novo, com um nome novo, com um apêndice novo. Especializações, MBA, mestrados – realmente a “indústria” do conhecimento.

Quem já está há algum tempo na estrada se surpreende com as novidades esdrúxulas, com o que acontece nos bastidores, com as possibilidades diversas que o turismo nos remete. Mas, e o cuidado e profissionalismo que é necessário ter? E a ética com relação à prestação de serviços? E as interfaces com a cultura, a sociedade e a natureza, tão importantes?




O turismo é sim uma grande oportunidade de se realizar negócios, é sim um grande gerador de empregos, e também uma alternativa viável para as economias municipais. Mas sempre quando tratado com responsabilidade, isto é, com ciência. Aliás, fazer um turismo consciente, responsável, equivale a fazer do turismo uma ciência. E isso vale para os gestores públicos, para os planejadores do turismo e para o próprio turista...

No ecoturismo, entretanto, o “green is good for business” está cada vez mais rondando os eventos, as colunas de jornais e as agendas dos executivos. Pensar verde é a tônica do momento.

Não só com o ecoturismo a responsabilidade deve ser redobrada. A cultura de algumas localidades é tão frágil quanto um ecossistema insular! O debate das vantagens do turismo numa dada comunidade deve estar tanto embasado em dados científicos, quanto em marketing empresarial – para se vender a ideia, é claro. 





Sabe-se que existem alguns mitos em relação ao turismo. Tão bem dissecou-os Leandro de Lemos em seu livro “Turismo: que negócio é esse?” Sim, isso é um fato: fala-se muito da atividade turística, mas com qual propriedade? Da indústria do turismo ao fenômeno turístico existe um abismo. Assim como considerá-lo “da paz” ou “sem chaminés” é no mínimo ingênuo, ou irresponsável.

A Organização Mundial do Turismo tem uma frase célebre sobre isso: “a toll for peace and dialogue among civilizations”. Tudo bem, afinal está fazendo o papel que cabe a ela... E eu finalizo aqui.

14 de fev. de 2015

Aprendendo cozinha molecular (ou como fazer uma musse de chocolate)

Hoje assistindo ao programa Cozinha fácil (Receitas de Verão) com Rita Lobo, descobri que a cozinha molecular pode ser mais fácil do que a gente imagina.
É quimica... só isso! Claro que se a pessoa pode comprar todas aquelas máquinas e utensílios tanto melhor.
Mas aprendi a fazer uma MUSSE DE CHOCOLATE que vou em breve colocar em prática.
Coisa do Hervé This - autor de alguns livros sobre culinário molecular e parece que um grande cozinheiro. Ainda vou ler alguma coisa dele... hehehehe!

A receita está abaixo e ah! aprendi mais uma coisa: o nibs de cacau. É a amêndoa do cacau que serve como decoração!! Por sorte tenho em casa e não sabia o que fazer com ela.



Mousse de chocolate com chantily
Doce facílimo de fazer leva apenas água e chocolate no preparo.
 
Ficou legal, mas nos meus copinhos da Frida Khalo vão ficar divinos!!

Tempo de preparo: 10 minutos
Rendimento: serve 6 pessoas
Nivel de dificuldade: fácil


Ingredientes:
150g de chocolate amargo picado
½ xícara (chá) de água
Cubos de gelo
Nibs (ou amêndoa) de cacau para decorar


Modo de preparo:
Preencha uma tigela grande de vidro (ou inox) com cubos de gelo. Separe 6 copinhos de cachaça para montar a mousse.

Coloque a água numa panela pequena e leve ao fogo médio. Quando começar a aparecer bolhinhas no fundo da panela, desligue o fogo.

Junte o chocolate picado e mexa bem com uma espátula até derreter completamente. Transfira para uma outra tigela grande de vidro (ou inox).

Encaixe a tigela do chocolate sobre os cubos de gelo. Com o batedor de arame, bata bem o chocolate por cerca de 4 minutos, até começar a endurecer. Retire a tigela do gelo - seja rápido ou a mousse endurece demais e talha. Se isso ocorrer, derreta novamente a musse na panela e repita o passo anterior.

Com uma colher, preencha os copinhos com a mousse. Sirva imediatamente com creme de leite batido e finalize com nibs de cacau (se quiser prepare com antecedência e deixe na geladeira até a hora de servir).

14 de jan. de 2015

Filme - um recurso didático pedagógico

O NOME DA ROSA

Quando lecionei “Estágio da Pesquisa” para o Curso de Turismo da Universidade Tuiuti do Paraná, utilizava este filme para demonstrar a importância da pesquisa, as características do pesquisador e as etapas da condução de uma pesquisa.

“O Nome da Rosa” ilustra muito bem cada uma das etapas de uma investigação – a dúvida, a comprovação das hipóteses, etc.

Na época, eu contextualizava o filme, já que alguns alunos ou tinham lido o livro ou já tinham visto o filme. Era importante eu “afinar os instrumentos” com a turma para que tivesse resultado. Então eu o utilizava após algumas aulas sobre pesquisa e definindo alguns objetivos com os alunos.

Os resultados eram sempre positivos, pois como havia uma orientação no ANTES do filme, o DEPOIS era um debate produtivo ou uma resenha crítica que eu depois avaliava e contabilizava como nota.

ESCRITORES DA LIBERDADE

Pode parecer lugar comum, mas eu sou fã de utilizar um filme como recurso de sala de aula. Sempre que possível eu faço isso nas minhas disciplinas do curso de Turismo ou no de Hospedagem.

Desta vez, durante o Programa de Formação da Rede Pública do IFSC - PROFORBAS, eu assisti como suporte pedagógico, a professora Patrícia Sabino conduzir um dos componentes curriculares do curso de Práticas Pedagógicas e utilizar o filme como complemento a sua fala.

Algumas alunas (professoras da rede municipal de ensino da cidade de Santa Rosa de Lima - SC) já tinham visto e até uma delas já havia usado com os alunos no ensino médio. Mas ao todo, a reação foi muito positiva e  produtiva na hora do debate – avaliação do filme.

“Escritores da Liberdade” é um filme mostra como uma professora que leciona para uma escola da periferia de Nova Iorque, conseguiu cativar seus alunos ditos problemáticos. Essa professora, interpretada por Hilary Swank, apesar da indiferença de outros professores e até da direção da escola, ensinou valores e cidadania, ultrapassando o conteúdo programático da sua disciplina, mas sem perder o foco na aprendizagem.

O filme é forte em termos educacionais, mostra rebeldia, violência entre gangues... uma realidade norte-americana que está cada vez mais presente neste mundo globalizado, mas também tem cenas tocantes e sensíveis.

Como foi baseado numa história real, a mensagem também é muito verdadeira e o aprendizado é certo. Não há um professor que não se veja na pele de Erin Gruwell (nome da professora) seja no planejamento de aula, seja numa saída de campo. Seja num mau momento – tendo que enfrentar a direção da escola, que não acredita na sua nova maneira de ensinar ou na felicidade de ver um aluno conseguir avançar.

Recomendo tanto para aqueles que estão iniciando sua jornada no magistério quanto para aqueles que são mais vividos, afim de que revejam conceitos e se reconheçam também.



SOMOS TODOS DIFERENTES/COMO ESTRELAS NA TERRA

Este filme realmente é muito, muito bom! Primeiro porque não é um filme hollywoodiano e depois porque é muito sensível. Conta a história de um menino com dificuldade de aprendizagem e de como um professor observou isso e mudou a realidade da criança.

A primeira vez que eu vi foi durante o Programa de Formação da Rede Pública do IFSC – PROFORBAS em Santa Rosa de Lima SC, quando fui suporte pedagógico da professora Maria Terezinha Caetano no Curso de Dificuldades de Aprendizagem. Agradeço imensamente a ela a oportunidade de conhecer o filme e entender melhor o que uma criança com dislexia (o problema do menino do filme) vivencia.

Depois desta primeira experiência com o filme, sugeri para uma outra professora que o utilizasse e foi muito produtivo para a turma, que se reconheceu no professor Nikumbh.

Algumas professoras nos narraram suas experiências com crianças com TDAH, dislexia e outros problemas de aprendizagem.  Esse momento de debate e reflexão  foi até mágico, porque a troca de vivências, de saberes realmente aconteceu e o objetivo do curso ali, naquele momento plenamente concretizado.

Esse filme é praticamente obrigatório para quem faz Pedagogia ou algum tipo de especialização na área. Na verdade todos os professores, na minha opinião,  deveriam assistir – do nível técnico e do superior também, pois temos casos não diagnosticados nos níveis mais avançados nas escolas e universidades.