11 de jan. de 2015

NOVAS EXPERIÊNCIAS PARA O ENSINO DO TURISMO LABORATÓRIO DE TURISMO - UMA PERSPECTIVA PEDAGÓGICA





Bittencourt, Ariadne Pedra[1]
Lopes; Carla Vieira[2]
Cardoso, Manoel[3]




RESUMO – pressupõe-se  a  utilização de uma metodologia para o desenvolvimento das atividades práticas dos cursos superiores em Turismo e Hotelaria a partir de um Laboratório, objetivando uma contribuição para o universo da atividade turística nos diversos campos – social, econômico, cultural e ambiental, por meio de projetos acadêmicos, apresentações e participação em congressos e outros eventos técnico-científicos, publicações de artigos sobre os temas desenvolvidos, contato com empresas turísticas, elaboração de viagens e outras atividades laborais. O tema é tratado como uma nova experiência pedagógica e tem como estudo de caso as atividades curriculares e extra-curriculares do Laboratório de Turismo da Faculdade da Terra de Brasília, que consiste em um espaço físico determinado, e o envolvimento das turmas a partir do 2º  semestre até o 5º semestre do referido curso, estimulando o uso da inteligência competitiva.

PALAVRAS-CHAVE - curso de graduação em turismo, projetos de pesquisa (científico e executivo), proposta pedagógica, laboratório (espaço múltiplo), saídas de campo, visitas técnicas, Brasília-DF (campo de estudo).

WORD-KEY - course of tourism, projects, pedagogic proposal, laboratory, field exits, Brasília.





CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A formação de profissionais “completos” e que possam no futuro exercer as mais variadas funções da atividade turística é um dos objetivos da implantação de um Laboratório Experimental de Turismo de múltiplo uso, ou seja, fora dos padrões convencionais já existentes.

Os laboratórios atuais, nas suas diversas concepções, como por exemplo: hotel escola, agência-modelo entre outros, são fortes aliados para estimular o desenvolvimento do conhecimento prático do aluno.

Esses espaços consistem numa preocupação comum entre as faculdades de turismo e também das de hotelaria, em não dar mais margem para as improvisações, isto é, não colocar no mercado de trabalho profissionais com uma abordagem apenas teórica e muitas das vezes focada apenas em informações engessadas do setor turístico: o transporte, a hotelaria e o agenciamento.

Uma proposta do laboratório inicia-se  a partir das seguintes diretrizes: relevância do tema a ser escolhido para a sociedade; relevância do tema para a formação profissional do aluno; relevância do tema para a Faculdade da Terra de Brasília – FTB; relevância do tema para a iniciação científica do aluno.

A identificação das problemáticas do Distrito Federal, formulando pontos a serem investigados, situações de distorção no segmento turístico local, realizando proposições de novas alternativas para alavancar o Turismo no DF  são premissas que correspondem à missão da instituição contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Centro-Oeste.

Ao se alinhavar em conjunto com o aluno o foco de trabalho a ser desenvolvido,  possibilita-se a identificação de um projeto de pesquisa acadêmico, de cunho científico ou executivo. Aqueles que têm cunho científico, visam por exemplo, treinar os estudantes preparando-os para uma futura pós-graduação, e são realizados  em períodos de tempo de dois anos. Já  os projetos com cunho executivo, visam à atuação profissional e uma  provável inserção no mercado de trabalho local. Estes projetos demandam  tempo menor de execução, são menos complexos e mais voltados ao mercado.

O desenvolvimento dos projetos, as reuniões realizadas com vários colaboradores, os congressos e seminários dos quais participam, as saídas de campo já realizadas dão sustentação para um planejamento maior no futuro, como um modelo pedagógico que reforce a teoria em sala de aula e as expectativas profissionais.

Essas considerações abaixo reforçam a proposta pedagógica

“Os estudos de mercado são fundamentais para trabalhar a “gestão do turismo”. A partir das características do mercado se orientam os investimentos, ações administrativas, marketing, planejamento adequado. Em função do mercado, o gestor tomará decisões que afetarão todos os níveis hierárquicos. É importante salientar que a identificação do  mercado permite oferecer novos produtos dentro dos anseios e expectativas de seu público potencial.”[4]

UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA

A construção de uma prática pedagógica, como a exercida nas várias modalidades existentes de um laboratório, pode ser uma fonte de conhecimento muito rica tanto para os alunos quanto para os professores que se envolvam com tal prática.

A possibilidade de se realizarem estudos fora do ambiente de sala de aula é, para o aluno, algo que o motiva e cria expectativas quanto ao seu bom desempenho.

O laboratório então, enquanto proposta pedagógica, deve estar preparado para ser um local de trabalho, estudo, pesquisa e extensão,  onde os alunos possam delinear as bases ou estruturas para  elaboração de trabalhos científicos no segmento de turismo ou projetos de cunho executivo. É importante que exista uma abertura para a criatividade do aluno, fazendo com que ele sinta envolvimento, disposição e comprometimento nas atividades programadas.

No ensino superior do Turismo, já não basta mais uma proposta multidisciplinar[5] ou proposta interdisciplinar[6]. O ideal é trabalhar propostas de integração educacional por meio da  transdisciplinaridade[7], algo além das disciplinas em si mesmas.

Um outro  ponto de fundamental importância é o engajamento dos professores e colaboradores do curso com experiência nas áreas afins dos projetos. Como o turismo  é uma área  do conhecimento que possui as características transdisciplinares, necessita de professores das mais variadas ciências. Esses profissionais, enquanto professores que atuam num curso de Turismo, devem estar inseridos nas atividades de laboratório, quer seja para participarem de uma saída de campo ou visita técnica, quer seja para co-orientar um determinado projeto ou incorporar novas proposições de crescimento para o curso.

Desenvolvendo esta proposta, os alunos irão vivenciar com mais facilidade os “links” entre as disciplinas e conhecer a utilidade na prática de disciplinas muitas vezes questionadas por eles e que constam num currículo  superior de Turismo e/ou Hotelaria, como por exemplo, estatística, contabilidade de custos, entre outras.

Várias faculdades no Brasil dispõem de instalações para que seus alunos possam realizar atividades dessa natureza em seus cursos. No caso do ensino para o Turismo, em especial o superior, essas instalações se resumem em hotéis-escola, agências modelo, bem como as empresas júnior. Por nosso lado, entendemos que estas últimas não podem ser entendidas na condições de um laboratório, portanto, não o substituem .

Cada uma dessas instalações, nada mais é do que uma modalidade de laboratório. Ainda que na grande maioria representam apenas espaços para convívio, equipados com mesas, computadores, material de escritório e para pesquisa,  administrado por uma secretária ou estagiário.

Cabe ressaltar  que a finalidade de um laboratório não deve estar apenas sob o foco de uma única atividade do setor turístico. Pode-se  transpor o exercício das ações meramente administrativas e operacionais, e ainda ampliar a visão do mercado e, conseqüentemente, criar novas perspectivas profissionais em setores muito pouco ou ainda nada explorados nesta  área.

“A profissionalização dos alunos,  adquirida  nas atividades relacionadas com o laboratório é entendida como uma como a daquela pessoa trabalhadora, habilitada, qualificada e adaptada a um cargo e função determinada pela empresa, e detentora de um conjunto de capacidades operativas, originadas de uma formação profissional básica, ou da própria experiência prática”. (Elias in Perilló, 1998:110)

São aspectos que definem uma prática profissional e que podem ser desenvolvidos numa proposta pedagógica como a do Laboratório de Turismo: criatividade, iniciativa e liderança, interesse, competitividade, ética, espírito de equipe e também o uso da inteligência competitiva.[8]

A formação de um  profissional,  quando se refere a um bacharel em Turismo,  representa uma “vitrine”,  onde a sua capacidade de exercer atividades nos mais variados postos de trabalho do turismo, não é só a responsabilidade dos quatro anos de vivência acadêmica, mas também a de seus professores que buscam administrar o conhecimento e humanizar a educação, enquanto agentes de ensino de sua instituição, com o intuito de  facilitar o ensino-aprendizagem, proporcionando aos docentes e discentes situações em que a teoria e a prática possam ser vivenciadas, ou seja, o ensino  passa pela contextualização do saber.

Para a Lei de Diretrizes e Bases - LDB, o vínculo entre a teoria e a prática é fonte de toda  evolução emancipadora  (9.394/96, art. 1-2), e isso significa dizer que tal experiência só vem a amadurecer o pensar dos alunos de turismo, permitindo-lhes aprender a apreender.

O Laboratório de Turismo não tem a  pretensão de substituir o estágio, pois a prática laboral numa determinada empresa ou instituição  da atividade turística é algo de fundamental importância. Ao contrário, uma das atividades do laboratório tende a construir novas oportunidades de inserção do aluno no mercado de trabalho, buscando a integralização dos conteúdos aprendidos, condições de questionar propostas tradicionais muitas das vezes obsoletas, possibilidade de conhecer novas competências gerenciais e também de consolidar um banco de dados de alunos interessados em estágio,  realizando os contatos com as empresas interessadas em receber esses alunos, ou seja, abrindo portas entre a instituição, o mercado e a sociedade.

E importante caracterizar a efetividade em buscar o exercício da  pesquisa e da extensão na atividade do laboratório, como também a  participação em eventos (técnico-científicos) e promover e estimular publicações. Este  espaço garante promover a  concretização de ações dessa natureza.

Existem algumas publicações (Rejoswki,1996) que tratam do turismo e a produção acadêmica da atividade, assim como de pesquisas realizadas por profissionais de outras áreas, mas que têm como objeto o turismo. Mas não necessariamente, toda a produção científica deve ser fruto de um trabalho final de curso. Se bem orientados, os pequenos projetos, publicações, pesquisas de campo, podem ser desenvolvidas no decorrer do mesmo.

 As atividades do laboratório podem estimular o interesse dos alunos para a pesquisa e a produção acadêmica e facilitar a elaboração de um projeto ou monografia ao final do curso, possibilitando aos estudantes se prepararem para uma futura pós-graduação.

O CASO DA FACULDADE DA TERRA DE BRASÍLIA

O Curso de Turismo com ênfase em Ecoturismo da FTB tem mostrado grande sensibilidade  na implementação de novas proposições  para estruturação dos laboratórios.

Enquanto que o Ministério da Educação, por meio de sua Comissão de Especialistas  de Ensino de Turismo CEEtur/SeSu/Mec para o  curso de Turismo, exige no mínimo um laboratório específico na área de turismo, instalado e em funcionamento, a FTB, disponibiliza aos seus alunos um Laboratório de Eventos integrado ao Departamento de Marketing da instituição; um Laboratório de Fotografia interligado à prática da disciplina Técnicas Audiovisuais e Fotográficas; um Laboratório de Informática; um laboratório para prática de informações turísticas  - Centro de Informações ao Turista com um ponto no Distrito Federal – Conjunto Nacional; um Laboratório de Idiomas e uma Empresa Júnior.

Mas a proposta diferenciada se faz a partir da implementação do Laboratório de Turismo que integraliza os diversos segmentos desta área do conhecimento, em consonância com as exigências do mercado de trabalho.

O Laboratório de Turismo da Faculdade da Terra de Brasília - FTB é considerado uma proposta curricular obrigatória que está inserida no projeto pedagógico do curso, o qual integra a grade horária, perfazendo 30 horas/aula no semestre. A proposta consta de quatro semestres consecutivos, iniciando as atividades no segundo semestre do curso, quando o corpo discente já obteve informações básicas sobre a atividade turística entre outras, devendo  então iniciar uma vivência prática com várias etapas propostas.

Para nortear as atividades do laboratório, foi elaborado juntamente com a coordenação do curso  o “Manual Operacional do Laboratório de Turismo”, onde constam os objetivos do laboratório, assim como as responsabilidades da coordenação, professor e alunos.

O objetivo geral do laboratório é a realização de “projetos de ensino,  pesquisa e extensão por meio de atividades práticas relacionadas ao Turismo, em especial ao Ecoturismo – objeto de estudo do Curso de Turismo com ênfase em Ecoturismo da FTB, de forma orientada para o aprimoramento técnico e operacional dos alunos”. (Manual Operacional, FTB: 2000)

Entre seus objetivos específicos, prioriza-se: reunir idéias e formular debates; realizar estudos proporcionando a interdisciplinaridade e transdisciplinaridade focando o desenvolvimento da comunidade local; propiciar atividades práticas em campo; elaborar e implementar projetos; promover viagens-técnicas de estudo e pesquisa; buscar parcerias com outros cursos da FTB e laboratórios de outras instituições de ensino superior; possibilitar a publicação de artigos e a apresentação em eventos técnico-científicos de nível regional e nacional; elaborar e realizar eventos pertinentes à área de turismo . (Manual Operacional, FTB: 2000)

Algumas regras de convivência precisaram ser levantadas, em discussão com o grupo de alunos e de monitores e/ou coordenadores de projetos ou estudos, para que o espaço seja utilizado de uma forma democrática e pedagógica, estas dizem respeito a: utilização de materiais e de equipamentos, horários, limpeza e organização.

Sobre a proposta pedagógica o manual refere-se a :

“A primeira proposta de trabalho para o Laboratório de Turismo é a orientação por semestre de projetos acadêmicos que possam estar realizando um contato mais estreito com o “trade turístico” e com a comunidade, com o objetivo maior de exercício da atividade de planejador no turismo. As atividades complementares pertinentes ao laboratório podem ser as mais diversas, como já citado anteriormente”.

Com relação à orientação para  proposta  de elaboração dos projetos, segue-se o roteiro utilizado pelas turmas do 2º , 3º , 4º e 5º semestres do curso de Turismo da FTB:

§   “brainstorming” - observar a relevância do tema para formação profissional do aluno, para a  sua iniciação científica, para a FTB e para a comunidade;
§  definição de grupos de trabalho;
§  orientação sobre o roteiro dos projetos;
§  aulas específicas de metodologia científica ;
§  reuniões sistemáticas para elaboração do material;
§  atividades complementares pertinentes à pesquisa.

Sobre a proposta pedagógica, o manual refere-se a :

“A primeira proposta de trabalho para o Laboratório de Turismo é a orientação por semestre de projetos acadêmicos que possam estar realizando um contato mais estreito com o “trade turístico” e com a comunidade, com o objetivo maior de exercício da atividade de planejador no turismo.”

§  Atualmente, os projetos de pesquisa acadêmico (cunho científico ou executivo) em andamento estão dispostos na mais diversas áreas. Entre elas, destacamos as de meio ambiente, educação para o turismo, resgate de culturas locais, eventos, gastronomia, turismo rural, turismo cívico e turismo resligioso

Quadro 1: Etapas a serem seguidas em relação às atividades de elaboração de projetos.

ETAPA/SEMESTRE
TIPO DE ATIVIDADE
1ª ETAPA - Segundo semestre
Definição de temas e grupos
2ª ETAPA - Terceiro semestre
Elaboração de Pré-Projeto
3ªETAPA - Quarto semestre
Pesquisa de campo e finalização de Projeto
4ª ETAPA - Quinto semestre
Conclusão/Produto: Projeto e/ou Artigo
Fonte: Manual Operacional, 2002.

Em relação à avaliação de desempenho, definiu-se o seguinte: a avaliação, na FTB, de acordo com o Manual de Normas Acadêmicas/2000, tem como objetivo fornecer informações a respeito do desempenho do aluno e o progresso de suas atividades de estudo, considerando-se as metas constantes dos programas de disciplina. Assim sendo, serão levados em conta os seguintes critérios na composição da nota do Laboratório de Turismo:

·         Freqüência
·         Auto-avaliação (responsabilidade, interesse, motivação, dedicação e espírito de equipe)
·         Elaboração dos projetos e/ou estudos em suas etapas
·         Nota auferida pelo monitor e/ou coordenador do projeto
·         Participação e comprometimento nas atividades do laboratório, a saber: eventos, saídas de campo, atividades técnicas, leituras, etc. (Manual Opercaional,2000)

A disposição e o  comprometimento dos alunos nas  atividades propostas acontece a partir do momento em que a turma participa da escolha dos projetos, como por exemplo na prática do "brainstorming", pois fica mais fácil trabalhar com a co-responsabilidade do aluno. Já em relação à auto-avaliação, a mesma é tida como uma forma de evitar surpresas  pelo próprio aluno, e não apenas como uma nota auferida pelo professor.

É papel do professor responsável pelo Laboratório motivar e coordenar as atividades, assim como dispor do espaço físico existente, bem como de um planejamento semestral que envolva as necessidades de equipamentos e materiais, como também um cronograma de trabalho com todos as ações previstas a serem executadas. Este plano de trabalho é um instrumento imprescindível para o andamento de todas as atividades.


CONCLUSÃO

A prática pedagógica de um Laboratório de Turismo é fundamental para a formação de um profissional mais próximo das exigências do mercado de trabalho atual.

Para a atividade turística, além de o aluno necessitar de todo um embasamento teórico, adquirido em sala de aula, precisa, e muito, exercitar seus conhecimentos na prática, o que é possível  num laboratório experimental de múltiplo uso, ou seja, ele precisa do vivenciar.

As turmas que atualmente trabalham em projetos de pesquisa acadêmica (científicos ou executivos) e outras atividades do Laboratório de Turismo da FTB, auxiliam na construção dessa prática na instituição de ensino e participam do processo de auto-avaliação, caracterizando críticas construtivas e sugestões, possibilitando constantemente  mudanças e inovações de grande importância para o bom andamento do curso.

No futuro, esse tipo de prática pedagógica será uma realidade na maioria dos cursos de Turismo e Hotelaria, pois o mercado anseia por profissionais cada vez mais qualificados, possuidores de habilidades múltiplas, buscando quesitos de maior capacitação e qualificação técnica, experiência, engajamento  e constante atualização. Na era do conhecimento, não faltará a avaliação da inteligência competitiva e emocional.

Hoje Brasília apresenta o seguinte cenário: “congrega doze instituições de curso superior em turismo e entidades de renome com cursos de lato-sensu e stricto-sensu e um Centro de Excelência em Turismo com propostas de curso de extensão e especialização. Por outro lado esta capital concentra atrativos particulares e únicos no contexto do turismo nacional. A  sua representatividade nacional e internacional é marcante,  centraliza também como referencial a sede  do Instituto Brasileiro de Turismo – Embratur, o Ministério do Esporte e Turismo, a Subcomissão de Turismo e a Frente Parlamentar de Turismo, entre outras entidades representativas!”[9]. 

Essas considerações remetem à percepção das inúmeras possibilidades de crescimento profissional e oportunidades  de inserção  no mercado  que os futuros bacharéis em Turismo possam ter. Mas cabe uma importante observação: o mercado será cada vez mais exigente e competitivo, pois se busca nesses futuros profissionais capacidades para  se alcançarem metas econômicas e sociais e ainda o comprometimento de não se promover a destituição do meio ambiente natural e cultural.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BRASIL.  Lei de Diretrizes e Bases - 9.394 de 1996.

BITTENCOURT,  Ariádne Pedra. A inserção do egresso do curso de turismo no mercado  de trabalho do Distrito Federal. Dissertação (Mestrado) – Universidade Latino-Americana e do Caribe – ULAC.Brasília-DF,2000.

BITTENCOURT, Ariadne Pedra, LOPES, Carla Vieira. Manual Operacional do Laboratório. Curso de Turismo com ênfase em Ecoturismo. FTB: 2000.

PERELLÒ, Jorge Solivellas. Pedagogia do Estágio - experiências de formação profissional. Belo Horizonte: Imprensa Oficial,1998.

REJOWSKI, Mírian. Pesquisa em Turismo nas Universidades Brasileiras. Turismo em  Análise. São Paulo: ECA/USP, V.5 n.1, 1994.

_________. Turismo e Pesquisa Científica. Míriam Rejoswki. Campinas - SP: Papirus, 1996.


[1] Graduada em Turismo  na UPIS/DF, especializada em Administração Hoteleira no CETH/RS e em Marketing na FGV/DF. Mestre em Gestão do Turismo e Meio Ambiente na ULAC/DF.Coordenadora e Professora no curso de Turismo com ênfase em Ecoturismo da FTB-DF.
[2] Graduada em Turismo e Hotelaria na UNIVALI/SC e mestre em Gestão do Turismo e Meio Ambiente na ULAC/DF.  Professora nos cursos de Turismo com ênfase em Ecoturismo da FTB,  Turismo e Gestão Hoteleira do IESB.
[3] Graduado em Ciências Sociais (UnB), especialista em Elaboração, Análise e Avaliação de Projetos (FGV), MESTRANDO EM Sociologia (unB).
[4] BITTENCOURT, Ariádne Pedra. A inserção do egresso do curso de turismo no Mercado de trabalho do Distrito Federal. Dissertação (Mestrado) – Universidade Latino-Americana e do Caribe – ULAC.Brasília-DF,2000.92 p.
[5] Diversas disciplinas enfocando um problema ou desafio.
[6] Integração de conceitos e idéias como aspecto fundamental do projeto educacional.
[7] Tem como ponto de partida um desafio ou problema, e pelo processo de solução de problemas, auxiliando por diversos campos do conhecimento, procura chegar a uma solução ou resolução viável.
[8] Constitui-se da coleta ética e o uso de informações públicas ou privadas disponível sobre tendências, eventos e atores, fora das fronteira da empresa.
[9] BITTENCOURT,  Ariádne Pedra. A inserção do egresso do curso de turismo no Mercado de trabalho do Distrito Federal. Dissertação (Mestrado) – Universidade Latino-Americana e do Caribe – ULAC.Brasília-DF,2000. 132 p.

8 de jan. de 2015

INÍCIO DE 2015

E eis que 2015 chegou! Que nos traga muitas felicidades, saúde e realizações...

Fomos para o sítio da Praia de Fora (Palhoça - SC) nos dias 01 e 02 e depois pegamos uma prainha em Jurerê  (Florianópolis SC) no dia 04 porque ninguém é de ferro. O restante da semana ficamos em casa mesmo, porque agora o Marcelo tem que estar no escritório, fazer contatos, programar visitas, etc.

Alguns registros desses dias.

Meu pai com a Andorinha. Ela veio junto com a propriedade. Rs!
Finalizo esta leitura, aliás, esta aventura.

Um brinde com espumante português. Recomendo!  Já o baldinho foi uma peraltice.
Cacau comprado na viagem a Curitiba. Mercado Público plural!!!
Bússola que o João ganhou do tio Batista - história.
Meu primeiro ceviche. O simples que é chique...
Eu, curtindo Jurerê. Minha praia nesta vida.
JF jogando freezbe... delícia! 



7 de jan. de 2015

Experiência pedagógica em turismo e meio ambiente


Resolvi publicar algumas coisas que já escrevi e estavam guardadas. Este texto, por exemplo, foi publicado originalmente, no Portal Gestour em 2002, na época que fui editora de conteúdo deste. 

Naquela ocasião, eu prestava consultoria para a Millenium Corporation e havia no portal uma área para colunistas. A minha coluna se intitulava: Da minha janela.

Vamos ao texto: Experiência pedagógica em turismo e meio ambiente

As experiências fora da sala de aula, nos cursos de Turismo, são muito bem-vindas, tanto para os alunos quanto para os próprios professores, que aliás devem realizar esse planejamento.

A prática pedagógica do Turismo está mudando, considerando que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, solicitando profissionais prontos. Assim, aliar a teoria à prática virou palavra de ordem em diversos cursos no Brasil.

As instituições já se preocupam com seus “laboratórios” afim de proporcionar tais experiências aos  alunos, agora que o MEC está fazendo tal solicitação.

A possibilidade de se realizar uma viagem de estudos, ou uma simples saída de campo com os alunos, é algo de extremo valor e uma vivência muito rica. Isso porque o planejamento de tal atividade é imprescindível. São dias analisando o custo-benefício para a entidade de ensino, a real participação dos alunos, quais as atividades realizar, quando e como realizá-las.

Um projeto bem fundamentado, com objetivos e uma planilha de custos detalhada é meio caminho andado. É bom lembrar que toda viagem ou saída de campo, deve ter antes uma boa dose de teoria. Assim, ninguém fica “perdido” durante as explicações “in loco”.

Em 1998 tive uma experiência bastante interessante quando estava trabalhando como professora em Brasília. Houve um convênio com o município de Luiziânia em Goiás cujo objetivo final era o Plano de Desenvolvimento Turístico Municipal. Participei como um das professoras responsáveis e até a conclusão do plano foram três semestres e todas as fases do planejamento turístico realizadas na cidade.

Foram muitos alunos interessados, vários estagiários e algumas monografias sobre o assunto. No decorrer do tempo outros professores se engajaram no estudo, fora aqueles que o iniciaram. Foi uma aprendizagem para todos: alunos, professores, instituição de ensino, municipalidade e comunidade.

Outro exemplo interessante foi em relação ao turismo de aventura. Em certa ocasião fui convidada para participar de um grupo de pessoas que estavam organizando um curso de resgate e sobrevivência em Florianópolis. Por causa do meu mestrado em Gestão do Turismo e Meio Ambiente coube a mim, instruir a parte teórica de ecoturismo.

A experiência em pleno mato, o relacionamento entre os participantes e os instrutores (que eram vários), foi algo no mínimo inusitado. Toda essa questão de estar junto à natureza, escutar o rio, as aves, enfim todo o barulho do mato – realmente é necessário para quem pretende dar bons exemplos em sala de aula.

É válido observar a reação das pessoas com relação aos movimentos da natureza ou ao comportamento dos turistas na rua. Em Diamantina – MG foi assim. Estávamos com um grupo de alunos, que entrevistavam turistas nas ruas, durante o feriado de Páscoa. A cidade estava muito movimentada, com pessoas de várias cidades brasileiras e estrangeiros também. Lembro-me do desembaraço de alguns alunos, com prancheta da mão, conversando e gesticulando, explicando e anotando...


O turismo também é como Glauber Rocha: uma câmara na mão e uma ideia na cabeça.

4 de jan. de 2015

Ceviche - experiência n. 1

Como é sabido, adoro experimentar na cozinha! Desde a época da faculdade, onde tive as primeiras noções de gastronomia, é que me aventuro neste mundo de delícias.

Com o ceviche não foi diferente. O ceviche me chamou a atenção durante um dos eventos do Floripa Tem em 2009. Foi durante o worshop gastronômico do Emmanuel Bassoleil. Estava ajudando na organização do evento, mas assisti a tudo bonitinha observando como um aluna atenta que sempre fui.

Experimentei o ceviche e adorei. Mas a receita que fiz ontem não foi a do chef francês radicado aqui no Brasil. Fiz de cabeça o que vi e procurei um algo mais nos sites especializados. Tem variações incríveis...

Resolvi fazer o tradicional como primeira experiência. Foi 100% aprovado! Simples e muito saboroso.

Ingredientes:

  • dois filés de linguado
  • um terço de pimentão verde (pequeno) picado
  • uma cebola roxa (média) picada
  • suco de dois limões
  • sal a gosto

Linguado cortado em cubos.







Cebola cortada a juliete e o pimentão picadinho.




Como fazer:

  • cortar em cubos pequenos o linguado e temperar com sal
  • cortar o pimentão em cubos pequenos
  • fatiar a cebola em juliete (isso é importante pela aparência e pelo gosto que vai ficar)
  • juntar estes dois últimos ingredientes e temperar com sal e metade do suco de limão
  • depois juntar todos os ingredientes e colocar o restante do suco
  • aguardar por 10 min na geladeira para depois servir. Assim o peixe "cozinha" e pega o gosto dos demais ingredientes

O prato finalizado.



18 de dez. de 2014

VIAGEM PARA CURITIBA

Nosso roteiro para o período em Curitiba. Ai, que delícia poder rever lugares e pessoas. E apresentar para o João Fernando a cidade que os pais dele nasceram e passaram parte da infância. Bom demais...

SÁBADO 20/12

Almoço no MERCADO PÚBLICO. Ir a pé mesmo.
Passar pelo prédio da R. dos Funcionários para mostrar ao João.
Visita ao MUSEU OSCAR NIEMAYER. Mostra do Sebastião Salgado.
Natal na Praça – Escadaria da Federal (Praça Santos Andrade)

DOMINGO 21/12
Visita a Feirinha do Largo da Ordem. Ver o Relógio das Flores e as galerias.
Subir na Torre de TV - Mercês                                                          
Visitar a Igreja N. Sra. das Mercês. Ver se um Frei Capuchinho pode abençoar o carro.


 SEGUNDA 22/12
Padaria Requinte (Cabral)
Compras na PICO-PATO
Ir até o Solar
Caminhar pelo centro de Curitiba – Praça Santos Andrade, Rua XV, Confeitaria das Famílias, Praça Osório, Boca Maldita.
Café da Carlos de Carvalho
Visitar a Sinagoga, Biblioteca Pública e Praça Sete de Setembro. Catedral Basílica N. Sra. da Luz
Natal de Luz com Jesus (Praça N. Sra. da Salete – Centro Cívico)

 TERÇA 23/12

Passeio de trem até Morretes. Passeio pela cidade. Almoço no Casarão = Barreado.


 QUARTA 24/12
Visitar as Ruínas de S. Francisco e o Museu Paranaense
Ver casa antiga da Carla e ver se o Frei Capuchinho abençoa o carro), compras na Casa do Coco e ir no prédio antigo Marcelo – 13 de maio.
Ir no  Passeio Público.

 QUINTA 25/12

Dia de Natal – confraternização com a família do Batista

 SEXTA 26/12

Jardim Botânico
Retorno para Florianópolis


9 de dez. de 2014

Plano de Marketing de Florianópolis

Vista noturna de Florianópolis a partir do Morro da Cruz.
Tentando conciliar minhas atividades profissionais com a vida pessoal e alguma coisa de social, finalmente hoje consegui participar de um evento do chamado trade turístico.

Promovido pela Prefeitura de Florianópolis e organizado pelo Sebrae (pelo o que entendi é isso), aconteceu o Primeiro Wokshop do Plano de Marketing da cidade.

Acredito que foi mais para validar conceitos e ações, mas foi super produtivo. Me surpreendi pela adesão das entidades - sim, algumas faltaram, mas nada  que comprometesse.

Eu me senti super à vontade, porque foram abordados assuntos que particularmente eu domino (quatro anos trabalhando com as disciplinas de planejamento turístico e os projetos da consultoria me habilitam, né?) e em grande parte, estava mesmo entre meus pares. Profissionais de longa data, pessoas conhecidas, outras com quais eu já trabalhei ou ainda trabalho.

É... Florianópolis é uma cidade pequena mas com problemas complexos e uma tarde somente não foi o suficiente para realizar a exposição de tudo que até agora foi aprontado pelas consultoras - Márcia Godinho e Tânia Brizolla. Elas conduziram tudo muito bem, já que o público embora de diversos setores do turismo, estava bem interado do assunto. Ávido por resultados, é verdade.

Eu mesma, expus minha opinião por diversas vezes e o bacana é que fui escutada. Também criticada, mas algumas pessoas também se manifestaram alinhadas com minhas ideias depois em conversas durante o coffee-break. Em especial a questão da capacitação profissional (atendimento, excelência na prestação de serviços e relacionamento com o cliente) que também deve integrar as questões mercadológicas (já que são um conjunto de ações, certo?)

Sobre o endomerketing que eu questionei no inicio do evento, não me foi respondido plenamente, conforme me disseram que aconteceria depois. Não deve ter dado tempo. Foi isso. É que não é de hoje que observo, mesmo que empiricamente, a repulsa dos moradores da cidade com relação ao turista. As redes sociais ficam cheias de posts malcriados. Uma cidade verdadeiramente turística recebe bem o turista e ponto. Reconhece seus problemas e soluciona.

Ai que utopia... mas enfim, Florianópolis não pode se dar ao luxo de ser antipática com o turista. Seja ele o rico endinheirado, seja ele o que veio pelo CVC em10 x no cartão. Por isso a minha pergunta. Não elaborei assim, toda redondinha, porque simplesmente não tive chance. O workshop foi bem corrido e a todo tempo parecia que estávamos correndo mesmo contra o relógio. Mas em outro momento, me posiciono melhor com relação a esta questão, considerando que acredito que seja um fator a ser trabalhado como ação estratégica de marketing.

Quero deixar registrado o empenho da Bianca Antonini e do Wilson Sanches, ambos do Sebrae e o prazer em conhecer as consultoras pessoalmente, que acredito eu, têm ainda alguns desafios pela frente, mas possuem a expertise necessária.






23 de nov. de 2014

Faz tempo

Uau! Deixei muito tempo passar para escrever no blog.
Claro que não foi essa a minha vontade...foi mesmo a correria do dia a dia, as preocupações cotidianas com a casa, com a família e com o trabalho.
Meu lazer sempre ficando de lado e minhas vontades, de escrever e até cozinhar (coisas diferentes, porque o trivial não conta!) por exemplo em segundo plano.
Então, voltei. Faz tempo que não escrevo sobre mim e minhas coisas. E olha, que muitas coisas aconteceram ao longo desse período em que estive ausente do blog.
Mas vou recuperar. Minha proposta é escrever sobre as minhas últimas viagens pelo interior do Estado em que estive trabalhando para o PROFORBAS - um programa do IFSC no qual foi suporte pedagógico.
Pretendo escrever sobre minha impressão das cidades, dos hotéis em que fiquei, mas principalmente sobre os cursos, sobre educação básica e sobre o papel dos professores da rede pública. Isso porque quando escrevi sobre o Curso de Complementação Pedagógica que fiz, quando escrevi os artigos do curso e postei no blog, houve grande visualização. Então, se posso fazer alguma diferença, se por acaso poderei contribuir para alguém para uma reflexão sobre a prática do professor, ok! Estarei aqui.
Em breve!!